Afinal, os cremes anti-idade funcionam mesmo?
O mercado de dermocosméticos vem crescendo cada vez mais. Com isso, a procura por esses produtos aumentaram, assim como a diversidade de produtos disponíveis. Com tantas opções, no momento da escolha, muitos questionamentos surgem: Qual é a melhor opção? Vale a pena? Esses cremes funcionam mesmo? É importante saber mais sobre essa categoria de produtos para ficar por dentro.
Os cremes anti-idade podem funcionar porém possuem uma limitação. Eles têm o potencial de suavizar alguns sinais do envelhecimento, porém não vão conseguir reverter alterações mais profundas e para obter o resultado esperado é necessário associar outros tratamentos estéticos. Por isso, o combo perfeito é quando conseguimos associar o tratamento com cremes e procedimentos estéticos, como preenchimento, botox, bioestimuladores de colágenos e tecnologias de ponta. Só assim é possível melhorar os sinais de envelhecimento.
Para começar, vamos entender como funciona o processo de envelhecimento?
O processo de envelhecimento é marcado por diversas etapas. Há a diminuição da produção de colágeno e elastina, responsáveis por deixar a pele mais firme. Outra característica do envelhecimento é a flacidez, que ocorre por processos mais internos, que são: a perda de estrutura óssea, perda de musculatura e perda de gordura.
A perda de estrutura óssea faz com que a pele que antes tinha uma sustentação, vá perdendo aos poucos. É como um cabide sustentando uma camisa, quando você diminui o tamanho do cabide, a camisa cai ficando mais deslizada e com dobras. É o que acontece com a nossa pele, ela vai caindo ao longo do tempo.
A perda de massa muscular e perda de gordura também proporcionam flacidez. As pessoas vão perdendo o volume, volume da bochecha, volume da boca, volume no queixo e isso faz com que a pele vá caindo cada vez mais dando aquele aspecto de derretida.
Além disso, existem fatores externos que podem acelerar o processo de envelhecimento, como exposição solar constante sem o uso de protetor solar, hábito de fumar, não realizar exercícios físicos.
Entender isso é importante, pois os cremes anti-idade conseguem agir na parte mais superficial, ele não conseguirá agir mais internamente para combater os processos de perda óssea, perda de musculatura e perda de gordura.
Mas afinal, o que os cremes anti-idade podem fazer pela nossa pele?
Os cremes podem trazer hidratação, melhorar textura e trazer viço à pele. Alguns deles possuem ativos que auxiliam na síntese de colágeno, no fechamento de poros e melhoram a firmeza da pele. Esses efeitos ocorrem em uma escala bem menor do que por exemplo aplicar bioestimuladores de colágeno. Por isso, é importante associar os tratamentos.
Existem alguns ativos que possuem seus efeitos comprovados. É o caso do retinol, por exemplo, que possui ação de reduzir manchas, dar mais firmeza, e ajuda no estímulo de colágeno. Lembrando que por se tratar de um ácido seu uso deve ser moderado pois pode causar reações na pele. Outro ativo importante e que possui efeitos anti envelhecimento é a vitamina C. Suas propriedades antioxidantes ajudam a combater a presença de radicais livres que aceleram o envelhecimento, além de reduzir as manchas. Podemos citar também, os ácidos glicólicos e láticos que possuem ação similar à vitamina A.
O que os cremes anti-idade não conseguem fazer é simular os efeitos de procedimentos estéticos. Por exemplo, no processo de envelhecimento vamos perdendo volume nas bochechas, para recuperar esse volume e ficar mais joviais é necessário realizar o preenchimento com ácido hialurônico. O creme não é capaz de devolver o volume perdido. Outro exemplo é a toxina botulínica, que ao paralisar o músculo, impede que façamos contrações e com isso impede a formação de rugas que se formam pelos movimentos intensos e repetidos. O creme anti-idade também não possui esse efeito.
Outro efeito que os cremes anti-idade não conseguem reproduzir é o lifting facial, não importa se a forma de aplicar seja de baixo para cima, em movimentos puxando a pele. A única forma de dar um up na pele, dar uma puxadinha é utilizando tecnologias como Ultraformer, Liftera, Fotona 4D,
Fios de Fustentação de PDO, entre outras ferramentas de tratamento.
E quando começar o uso dos cremes anti-idade?
Os cuidados com a pele são necessários em qualquer idade, uma boa limpeza seguida de hidratação é essencial para a qualidade da pele. O uso do protetor solar é indispensável em qualquer idade, pois além de prevenir câncer de pele, age no combate ao envelhecimento uma vez que os raios solares em excesso sem proteção podem acelerar esse processo.
Já os cremes anti-idade podem ser iniciados a partir dos 20 anos, com o uso de produtos com vitamina C, vitamina E, ácido retinóico, ácido glicólico e ácido azelaico. São ativos aliados para estimular a produção do colágeno e aumentar a firmeza da pele dos 20 aos 35 anos.
Dos 35 aos 50 anos, a diminuição de colágeno começa a ser mais acentuada e evidente, por isso, é interessante utilizar os cremes a base de ácido hialurônico. Lembrando que os cremes possuem uma limitação, outros procedimentos podem ser indicados nesses casos.
Dos 50 aos 60 anos o ideal é utilizar os ácidos glicólicos e láticos para promover renovação celular, amenizando rugas e estimulando a produção de colágeno.
É importante lembrar que qualquer produto deve ser indicado por uma dermatologista, especialista que pode dizer qual é o melhor produto para o seu caso. Existem diversos tipos de pele, e para cada pele um produto específico. Além disso, muitos desses cremes possuem ácidos que podem sensibilizar a pele, causando vermelhidão ou outras lesões. Entre em contato para esclarecer mais dúvidas e marcar uma consulta personalizada para avaliar seu caso!
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